Pelas frestas da memória visito o meu estoque de recordações, vejo os dias passarem inclementes, desbotando saudades, enquanto eu insisto em tecer a vida com os fios da esperança...
Faço um inventário das minhas saudades e penso: reconstruir é um processo difícil e doloroso, pois a vida e suas urgências tentam ensinar-me a abrir mão de pessoas, coisas e lugares que não consigo.
Encaixotando minha vida, encontrei meu baú da “pátria de intimidades”... Velhas fotografias, cartas de amor e pedaços de carinhos, pensei: na minha vida ninguém está de passagem e, por isso, meus afetos também não têm prazos de validade.
Como posso esquecer pessoas, cheiros e lugares que ficaram marcados na minha existência?
Como esquecer o que me remete a uma alegria escancarada, se em todas as minhas lembranças há sempre um rastro de felicidade?
Por tudo isso, parece que o meu destino é não aprender a dizer adeus, pois no enredo da minha vida não há um alvará de soltura para a saudade.
Rabisco em meu corpo marcas eternas, mas preservo-me a alma nas pontas dos dedos para que o verbo caiba no universo dos meus sonhos e a saudade brinque de rabiscar novas cores...
Sigo brincando com as palavras, garimpando vocábulos que escondem o que sinto e brinco de enganar a dor. Quando chove saudade, deságuo pensamentos e manuseio o alfabeto tornando meus devaneios, meus gritos de apelo...
Saudade... de quem? De quem nem sei mais quem sou...
Vagando no meu mundo à deriva da minha imensidão, deixando que o sal das lágrimas aumentem o brilho do meu olhar e a inquietação das palavras, quase sempre mal compreendidas, remetam-me às lembranças do que NUNCA DEIXEI DE SER...
Há quem me acuse de saudosista e de viver no passado. Cobram-me até por frases que se tornaram obsoletas e que eu as pronuncio. Dizem ser por absoluta incapacidade de abrir mão do que ficou pra trás. Não sei se isso é fato, o que sei é que ando sentindo falta de tanta coisa, que só brincando com as palavras consigo trazer para perto de mim, um pouco do muito que perdi para esse admirável mundo novo...
Simplesmente Kel... Pekena
15 de fevereiro de 2013
13 de fevereiro de 2013
Como uma Fênix
Fiz do meu ninho minha sepultura
E do meu berço meu templo
Como uma Fênix...
Alcei vôos com cargas tão pesadas,
Que só uma lendária suportaria
Como uma Fênix...
Produzi sons reveladores
Arranquei lágrimas lamentosas dos cantos e encantos
Como uma Fênix...
Queimei meu coração no lamento da dor
E na tirania da quase morte...
Bati as asas lançando as cinzas ao vento
Ressurgindo relusente e límpida
Com a alma imaculada de um novo ser!!!
Simplesmente Kel...
Há exatos 2 anos ressurgida das cinzas!!!
11 de junho de 2012
"Tudo Bem"
13 de maio de 2012
"Hoje é dia das Mães.
Vc ficaria triste se a sua não estivesse contigo hoje?
Por arrepender-se daquele abraço que você não deu...
Ou de não lembrar a ultima vez que riram juntos?
Hoje estou saudosa, mas não triste.
... Só saudade de todos as recordações e lições.
De tantas risadas, colo, brigas e broncas...
Sempre juntas, cúmplices... confidentes!
Hoje... meu dia também.
E orgulhosa do que repasso aos meus.
Me cobrando não ser mais.
E aprendendo a ser menos... menos amiga e mais Mãe."
Agradeço (ter) uma mãe incrível e que está sempre comigo, mesmo distante!!!
Vc ficaria triste se a sua não estivesse contigo hoje?
Por arrepender-se daquele abraço que você não deu...
Ou de não lembrar a ultima vez que riram juntos?
Hoje estou saudosa, mas não triste.
... Só saudade de todos as recordações e lições.
De tantas risadas, colo, brigas e broncas...
Sempre juntas, cúmplices... confidentes!
Hoje... meu dia também.
E orgulhosa do que repasso aos meus.
Me cobrando não ser mais.
E aprendendo a ser menos... menos amiga e mais Mãe."
Agradeço (ter) uma mãe incrível e que está sempre comigo, mesmo distante!!!
Mesmo assim, queria muito mais um abraço!
Feliz Dia das Mães à todas nós!
Kel Antunes
Simplesmente Kel
Feliz Dia das Mães à todas nós!
Kel Antunes
Simplesmente Kel
20 de abril de 2012
4 de abril de 2012
2 de abril de 2012
"Minha Resiliência"

As lágrimas das minhas asas não me deixaram voar
Mas minha resiliência não deixou entregar-me
A vida por vezes me desmentiu
Quis dela mais do que devia
E quis de mim mais do que poderia ser
Voei em dias de Sol
Em noites de chuva
Em tardes vazias
Madrugadas longas para uma vida curta
Desejei fugir... gritar... mergulhar em lágrimas
Mas minha resiliência não deixou entregar-me
Tornei-me uma descobridora de mim
Das minhas fraquezas e dos meus limites
Da minha falta de lucidez e da minha eterna força
Das minhas mais sensatas loucuras...
Tão imensa que nada enche o que há de fundo
Desejei sucumbir à fraqueza
As lágrimas nas minhas asas pesaram e não me deixaram voar
Mas minha resiliência não deixou entregar-me
Os subterfúgios já não me bastavam
As quedas me fortaleceram mas me tornaram fugaz
Feroz...
Felina...
Conheci o imensurável, o orgânico, o indecifrável
Tirei dos livros as palavras
E das canções as emoções
Poetizei a dor e patetiei o amor
Minha resiliência me fez assim...
Simplesmente o que sou e tudo o que nem sei o que posso ser!!!
Simplesmente Kel
Kel Antunes
Kel Antunes
Escrito em 22 de março de 2010
15 de fevereiro de 2012
Um dia “15 de Fevereiro”...
Tem dias, como este, que fico triste... choro aflitivamente!!!
Sempre ouvi (e ouço) ela dizer: “Tá!!! Agora chega, enxuga as lágrimas e seja feliz como eu fui!!!”
É o que tenho feito...
Pondo em prática (quase) tudo que ela me ensinou.
Mãe... Produtora... Amiga... E MULHER!!!...
Mas tem dias, como este, que fico triste... querendo só um abraço e uma boa brisa!!!
Ainda ouço: “Calma filha!!!”
E ai vou seguindo algumas orientações:
Tudo tem sua hora... mas FAÇA acontecer!
Estou fazendo!!!
Mas tem dias, como este, que fico triste... tentando não lembrar que ela não está mais aqui pra me abraçar.
Mas ouço nitidamente: “Ainda estou com você!!!”
“Parabéns!!! Por ter feito merecer ser essa pessoa tão lembrada!!!
Foi um privilégio tê-la tido nessa vida, como mãe, amiga e cúmplice.
Sempre e mais um dia!!!”
Simplesmente Kel
12 de fevereiro de 2012
Por Onde Recomeçar
De volta a Torre, sozinha na imensidão do meu vazio...
Tão vazia que o eco desse adeus ressoa pelos cantos do nosso apartamento
Confusa... por onde recomeçar na vida que ficou em minha vida?
Tão perto e tão longe... um abismo se cria a cada dia...
A cada gesto que minha ansiedade não suporta esperar
A cada subterfúgio que nunca me basta e que nunca vem de você
Você culpa minha ansiedade, mas esquece que já faz algum tempo...
...Que espero você me notar aqui e ali
A espera de momentos pra serem lembrados pra sempre... e mais um dia
Minhas asas estão feridas... em carne viva de tanto voarem sozinha
Aguardando você aparecer e me levar pro infinito em suas asas coloridas...
... Parecem desbotadas...
Sinto-me cansada...
De tentar fazê-lo notar quem sou e tudo que já me entreguei até agora
Será que um dia vai perceber?
Será que um dia vai se interessar em saber TUDO que sou?
Mas outra parte quer sair por ai à procura do seu sorriso em outros rostos...
Dos seus abraços em outros braços...
Dos teus beijos em outros lábios...
Mas algo dentro de mim não deixa entregar-me
Ainda sinto teu cheiro pela casa
Por onde recomeçar????????
Lembrar de que????????????
Das noites ao Luar?
De quando andamos de mãos dadas na beira da praia?
Das juras de amor?
Será? A pergunta que nunca calou em mim
Agora me culpo por não ter visto
Por não ter sido vista
Pela falta que ainda sinto de você aqui... bem perto
Só pra tentar chamar sua atenção
Quantas vezes fiz-me em mil pedaços só pra você juntar
Querendo achar explicação pro que eu sentia
Pro mundo que eu podia ser e ter
Poder olhar pro nada e fazer planos
Devolva meus sonhos ou volte aqui e me faça sonhar...
... os sonhos despedaçados
Agora só preciso recomeçar...
Recomeçar a viver sem a esperança do amanhã
Nem as mágoas do ontem
Só com a dor do hoje que lateja a cada segundo
...Mas você não está aqui pra amenizá-la...
Luto contra o tempo do meu relógio sem ponteiros
Chorando baixo pelos cantos
As lágrimas nem sequer fertilizam minha mente,
Para que eu vaguei nas sombras do meu mundo literário
Palavras me sobram
E inspiração me falta...
Por onde recomeçar?
Perdi-me mais uma vez no labirinto de gelo
E acabei encarcerada pelas emoções de querer-te aqui comigo
Se você tivesse me ouvido um pouco mais
Se eu tivesse tido calma pra esperar
Se você soubesse o quanto ainda te amo...
Ouviria as canções que tantas vezes te cantei
Gritaria pro mundo que está arrependido
Faria-se romântico...
Patético... e até poético
Só pra me ter de volta
Mas agora preciso recomeçar...
Sem saber como, nem por onde
Vou andar por ai querendo te encontrar
Em cada esquina, em cada olhar
Levando comigo a tristeza e a esperança de recomeçar
Desejando que nosso amor resista ao tempo
O tempo que não cura
Só tira de evidências o incurável
Então não demora
Porque o que você demora... é o que o tempo leva
E ele pode levar-me pra muito longe de você.
Simplesmente Kel... Pekena
12 de janeiro de 2012
Não quero pertencer
Estou entregue a um sentimento inquietante,
Desses fascinantes que brotam sem controle ou premeditação.
Mas tem sido quase aterrador se desconhecer assim: saltando no escuro, num mar primordial, num espaço sem dimensão, como fio condutor, só os sentidos aguçados e a incerteza num abismo.
Quero ir mais fundo, mais dentro, mais perto.Quero ir ao centro do coração selvagem.Deixa?
Não quero pertencer, quero ser...
Ser parte de ti!!!
Eu que tantas vezes recusei paixões, limito-me a esperar
Você notar que somos parte um do outro
Se eu pudesse versar noite adentro
Diria pra não demorar a me dizer
Antes que eu me esqueça do que sinto
E negue o que escrevo...
Simplesmente Kel
(Apenas brisando com as palavras)
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