21 de fevereiro de 2010
Sem licença poética, sem métrica, nem rimas...
4 de fevereiro de 2010
"Atrevido"
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Como se atreve assim a derrubar meus muros e a escalar minha torre?
Como se atreve a me tratar com tanto desprezo?
Não sabes quem eu sou?
Como se atreve a afirmar que gosto de você?
Como se atreve assim em dizer que sou TUA ?
Não sabes que sou só minha?
Como se atreve a achar que me conhece melhor que eu mesma?
Como se atreve a tentar decifrar-me?
Não sabes que sou indecifrável?
Como se atreve a não me fazer juras de amor e a gritar paixão pelo mundo?
Como se atreve a não dizer EU TE AMO?
Não sabes que METADE de mim é amor e a outra metade TAMBÉM?
Como se atreve a algemar meu pensamento e engaiolar meu coração?
Como se atreve a me deixar tão solta?
Não sabes que sou livre como uma borboleta mas uma fêmeo-felina?
Como se atreve a deixar-me com tanta saudade?
E a tentar esconder-me que me deseja?
Não sabes que sou orgânica?
Como se atreve a ignorar o que escrevo?
Como se atreve a me inspirar tanto?
Quem te disse que podia se apaixonar assim?
Como se atreve a não me conhecer???!!!
Simplesmente Kel
Pekena
22 de janeiro de 2010
"Sonho Só"
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Acordando do pesadelo
Simplesmente Kel junto com Beto Uchôa
Obrigada Beto por Brincar comigo!!!
16 de dezembro de 2009
"O encaixe perfeito"

Nas nossas manhãs descompensadas
Você diz que sou indomável
Mas teu coração também é...
Então por que???
Por que quer raspar minhas digitais de você???
Por que quer apagar da sua memória o que nunca conseguirá esquecer?
Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só
Mas me mata ainda mais essa vontade de estar em teus braços
Sem pertencer, apenas ser...
Ser parte de ti!!!
20 de outubro de 2009
De volta à Terra!!!
Fui “resgatada” das profundezas do abismo que cai quando as asas foram quebradas ... sem fôlego nos pulmões e nas esperanças, desfalecida emocional e fisicamente, quase sem vida... ou quase morta... tive de ficar numa UTI, andei suturando as asas, cauterizando velhas feridas, hidratando artérias e o “coração”, exumando fósseis ressecados de afeto, depois a limpeza... do corpo, da alma, das caixas empoeiradas, dos velhos baús e dos entulhos ao marasmo do meu quintal, revendo velhos textos e amigos não menos importante, tirando das gavetas as roupas de estações e antigas KELs já quase esquecidas... agora é tentar reparar os danos dos vasos trincados e tornar a enchê-los de flores!!!Simplesmente... Pekena Kel
1 de agosto de 2009
Ressurgindo das Cinzas
Estou ressurgindo das cinzas... 28 de abril de 2009
Tem alguém ai?
26 de abril de 2009
Na imensidão do vazio surge a voz do tédio
A dor passou, restou o gosto amargo do remédioSem rima, sem prosa, sem ima pros versos
Na imensidão do meu vazio surge a voz de tédio
Eu gritando por mim, no meu infinito empoeirado
Busco respostas e novas perguntas
Mas é como tentar achar num quadrilátero de água refletido numa calçada qualquer, cores ofuscadas de um arco-íris desbotado
Me acho nos desencontros da vida,
me busco em sorrisos, em pessoas
Mas me encontro perdida novamente,
é da minha natureza perder-me
Me apego em vícios evasivos,
vício de sentir dor
E depois que a dor passa,
resta o gosto amargo do remédio
Sem rima, sem prosa, sem ima pros versos
Na imensidão do meu vazio surge a voz de tédio
Simplesmente Kel
Pekena Kel
13 de abril de 2009
Só se ama assim uma vez
Pego-me pensando, remoendo
E como um vulcão, surge queimando como lava quente
Roubando-me de mim
Entorpecendo-me os sentidos e a razão
Sugando-me como um vampiro
Torna-se quase incontrolável a vontade de qualquer contado, qualquer notícia tua
Sei que ainda vai doer, queimar, ressurgir por muito, muito tempo
Pois só se ama assim uma vez
As juras de amor foram tantas que talvez tenhamos nos dado em troca delas
E agora estamos presos na cela que nós mesmos criamos
Na cela sem grades, nem portas, só amarras criadas de nós que nunca desatamos
Cometemos o crime de amar desmedidamente
E você decidiu pagar sua penitência me punindo
Em busca de subterfúgios que nem sempre te bastam
E aí vem a tristeza, essa mesma que sinto constantemente
Hoje, ontem e sempre
Buscando vozes, cheiros e sorrisos que me lembrem você
Mas você já não está mais em todo lugar
Teu sorriso é desbotado e triste apesar de ser mais frequente
Mas um pensamento inquietante me cutuca a alma
Gritando teu nome e te fazendo ressurgir vez por outra
Perco meu chão, sinto raiva, ódio, saudade
Qualquer coisa menos indiferença
Erros imperdoáveis, injúrias malditas
Palavras ao vento, falsas promessas
A dúvida incessante do amor verdadeiro
Quem ama fere? Louco amor seu...
Quem ama trai? Louco amor meu...
Num instante ainda te amo, no outro te odeio mais
Qualquer coisa menos indiferença
Sei que ainda vai doer, queimar, ressurgir por muito, muito tempo
Pois só se ama assim uma vez
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