22 de janeiro de 2010

"Sonho Só"



Acordando do pesadelo

E sonhando com a esperança de viver sonhos distantes
Já engavetados e empoeirados pela realidade
Às vezes durmo pra poder sonhar
E as vezes durmo para poder do sonho acordar
Despertando do sonho ilusório chamado vida
Meus sonhos são o combustível para minha alma
Que rege minha existência sobre a terra
Acima das leis, estão os sonhos
Outrora sonhei que era livre
Já sonhei também em te encontrar um dia desses
Mas fora dos sonhos enfrento a realidade
E temo que tudo isso esteja tão distante
Que só possa alcançar quando para sempre eu sonhar
Talvez você nunca realize meus sonhos
Mas me basta se me fizeres sonhar
E se ao acordar ver que ainda posso sentir você ai e aqui
Volto a sonhar com a esperança de que a vida pode ser um sonho



Simplesmente Kel junto com Beto Uchôa



Obrigada Beto por Brincar comigo!!!

16 de dezembro de 2009

"O encaixe perfeito"


Eu tava aqui tentando não pensar nos teu olhar triste
Mas me peguei lembrando do nosso encaixe perfeito
Nas nossas manhãs descompensadas
Me encontro tão ferida, mas te sinto aí sangrando
Será que não tem jeito?
Essa paixão ainda nem nasceu direito pra morrer assim
Se você pudesse ter me conhecido um pouco mais
Se você tivesse coragem de voar
Se você quisesse poderia reverter
Se você me procurasse e então se desculpasse...
E se você soubesse o quanto eu ainda te quero

Você diz que sou indomável
Mas teu coração também é...
Então por que???
Por que quer raspar minhas digitais de você???
Por que quer apagar da sua memória o que nunca conseguirá esquecer?

Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só
Mas me mata ainda mais essa vontade de estar em teus braços

Sem pertencer, apenas ser...
Ser parte de ti!!!


Pekena... Tua Pekena...


Simplesmente Kel

20 de outubro de 2009

De volta à Terra!!!

Fui “resgatada” das profundezas do abismo que cai quando as asas foram quebradas ... sem fôlego nos pulmões e nas esperanças, desfalecida emocional e fisicamente, quase sem vida... ou quase morta... tive de ficar numa UTI, andei suturando as asas, cauterizando velhas feridas, hidratando artérias e o “coração”, exumando fósseis ressecados de afeto, depois a limpeza... do corpo, da alma, das caixas empoeiradas, dos velhos baús e dos entulhos ao marasmo do meu quintal, revendo velhos textos e amigos não menos importante, tirando das gavetas as roupas de estações e antigas KELs já quase esquecidas... agora é tentar reparar os danos dos vasos trincados e tornar a enchê-los de flores!!!

Simplesmente... Pekena Kel

1 de agosto de 2009

Ressurgindo das Cinzas

Estou ressurgindo das cinzas...

Redescobri o amor... o amor próprio!!!

Percebendo que ainda (e sempre) sou muito especial para aqueles que sempre foram especiais para mim.

Descobrindo que ainda posso amar alguém, me permitir sonhar... que ainda há a chance de encontrar minha metade, de poder imaginar que sem artifícios, sem manipulações posso encontrar alguém que goste de mim pelo que sou, pelo meu carater, garra, admiração...

Um dia me disseram que se eu me "reerguesse" sozinha chegaria ao topo do mundo...

Então posso dizer sem pretensão: ESTOU NUMA GRANDE ESCALADA!!!

Simplesmente Kel

Kel Antunes

28 de abril de 2009

Tem alguém ai?

Tem alguém ai?
Alguém ta me vendo?
Você veio me beber hoje?
Uma dosinha de mim?
Só me diz se tem alguém ai?
Só preciso saber se ainda me sente?
Ainda estou em você?

26 de abril de 2009

Na imensidão do vazio surge a voz do tédio

A dor passou, restou o gosto amargo do remédio
Sem rima, sem prosa, sem ima pros versos
Na imensidão do meu vazio surge a voz de tédio

Eu gritando por mim, no meu infinito empoeirado
Busco respostas e novas perguntas
Mas é como tentar achar num quadrilátero de água refletido numa calçada qualquer, cores ofuscadas de um arco-íris desbotado

Me acho nos desencontros da vida,
me busco em sorrisos, em pessoas
Mas me encontro perdida novamente,
é da minha natureza perder-me
Me apego em vícios evasivos,
vício de sentir dor

E depois que a dor passa,
resta o gosto amargo do remédio
Sem rima, sem prosa, sem ima pros versos
Na imensidão do meu vazio surge a voz de tédio


Simplesmente Kel
Pekena Kel

13 de abril de 2009

Só se ama assim uma vez

As vezes sinto minha ferida sangrando, mas te sinto aí em carne vivas também
Pego-me pensando, remoendo
E como um vulcão, surge queimando como lava quente
Roubando-me de mim
Entorpecendo-me os sentidos e a razão
Sugando-me como um vampiro
Torna-se quase incontrolável a vontade de qualquer contado, qualquer notícia tua
Sei que ainda vai doer, queimar, ressurgir por muito, muito tempo
Pois só se ama assim uma vez


As juras de amor foram tantas que talvez tenhamos nos dado em troca delas
E agora estamos presos na cela que nós mesmos criamos
Na cela sem grades, nem portas, só amarras criadas de nós que nunca desatamos

Cometemos o crime de amar desmedidamente
E você decidiu pagar sua penitência me punindo
Em busca de subterfúgios que nem sempre te bastam
E aí vem a tristeza, essa mesma que sinto constantemente

Hoje, ontem e sempre
Buscando vozes, cheiros e sorrisos que me lembrem você
Mas você já não está mais em todo lugar
Teu sorriso é desbotado e triste apesar de ser mais frequente

Mas um pensamento inquietante me cutuca a alma
Gritando teu nome e te fazendo ressurgir vez por outra
Perco meu chão, sinto raiva, ódio, saudade
Qualquer coisa menos indiferença

Erros imperdoáveis, injúrias malditas
Palavras ao vento, falsas promessas
A dúvida incessante do amor verdadeiro
Quem ama fere? Louco amor seu...
Quem ama trai? Louco amor meu...

Num instante ainda te amo, no outro te odeio mais
Qualquer coisa menos indiferença
Sei que ainda vai doer, queimar, ressurgir por muito, muito tempo
Pois só se ama assim uma vez

2 de abril de 2009

Nas profundezas do Absurdo


Meu deus!!!!!!!!!!!!!oque é isso??????????

Nas profundezas do absurdo, uma voz a de surgir entre as margens do rio Nilo.

Sem explicações, sem ênfase ou crases, que nos leva a desperceber a vida.

Acreditar no inacreditável papel.

Suplicar por trégua e respostas. Ou flutuar do chão denso.

À palcos e histórias que não dizem nada, quando se é espectador.

O não crer em referencias bibliográficas, o fim do novo.

O inicio do velho, vejo muitas mudanças.

Frios, calores e assombrosos dias felizes, nos levita para as profundezas nos fazendo pensar em sei lá o que.

Más enquanto existir ar e água, existirá vida na terra, e enquanto surgir seu cheiro pelo ar, e seu suor a rebelar; haverá um coração batendo entre os imortais.


Poesia significa o quê?

Pessoa obstinada eternamente, e infinitamente a amar?

Ou vem do adjetivo poeta, alento, inspiração, encanto, atrativo e entusiasmado criador.

Quando a lagrima do mar tocar tal pele. Me fará cortejos e exaltações, entendendo o que é secar de tanto ar.

E o mesmo mundo dos imortais, me aplaudiram com simples olhos de uma criança ao andar pela primeira vez.


Simplesmente "De"

17 de março de 2009

Por que escrevo???

As vezes me pergunto porque desse meu vício de transformar tudo em linhas, tanta aliteração, sinestesias, cesuras, metáforas...
Tão fácil lidar com as palavras e tão difícil vivê-las...
Como descrever em meias palavras o que não consigo compreender num todo?
Por que tantos poemas alexandrinos se é numa frase piega que me vem o sorriso?
Por que falar tanto de amor? Porque falar de amor me acalma a alma?
Por que frasear se eu podia simplificar? Se é na simplicidade que se faz o diferente...
Porque poetizar a dor ou patetar o amor? Porque a dor enobrece os fortes e sucumbi os tolos?
Por que as crises abstêmicas de palavras e os surtos poéticos de uma pseudo-escritora?
Por que os tragos parecem fertilizar minha criatividade?

Escrevo minhas crônicas sem a pretensão de que alguém as leia, ou menos ainda que alguém compreenda ou se identifique.
Escrevo pero puro prazer de escrever ou poder roteirizar a história da minha própria vida, onde sou a protagonista de uma autobiografia, com uma pitada de ficção.
Escrevo para fazer das minha mentiras, minhas meias verdade...
Escrevo para registrar, fantasiar, pra aliviar...

Não quero ser Nelson Rodrigues mas quero dramatizar...
Não quero ser Drumont mas quero poetizar...
Não quero ser Chico mas quero musicar...
Não quero ser Maysa mas quero melancolizar...
Não quero ser Camões mas quero falar de amor...
Não quero a métrica nem a rima, quero apenas escrever...

Kel Antunes - Simplesmente Kel

5 de março de 2009

Ilustre desconhecida


Eu... uma ilustre desconhecida

Lavo minha lavadora
Aspiro meu aspirador
Seco minha secadora

Analiso meu analista
Calo meu silêncio
Idealizo os idealistas

Choro minhas dores
Ando desandada...
Amando meus amores

Eu... uma ilustre desconhecida
Moderna medieval
Bruxa cética
Racional passional

Odeio meu ódio
Mansa feroz
Prometo não prometer
Anjo atroz

Dormu na hora de acordar
Complico meu complicado
Esqueço de lembrar
Reviro o revirado

Minha louca sanidade
Tenho pena das minhas "dós"
Sonâmbulo insone
Desatino meus nós

Eu superficialmente profunda
Simplesmente incomum
Eu que trai os traidores
Venci os vencedores

Eu... uma ilustre desconhecida

Simplesmente Kel
ou
Totalmente Kel