20 de outubro de 2009

De volta à Terra!!!

Fui “resgatada” das profundezas do abismo que cai quando as asas foram quebradas ... sem fôlego nos pulmões e nas esperanças, desfalecida emocional e fisicamente, quase sem vida... ou quase morta... tive de ficar numa UTI, andei suturando as asas, cauterizando velhas feridas, hidratando artérias e o “coração”, exumando fósseis ressecados de afeto, depois a limpeza... do corpo, da alma, das caixas empoeiradas, dos velhos baús e dos entulhos ao marasmo do meu quintal, revendo velhos textos e amigos não menos importante, tirando das gavetas as roupas de estações e antigas KELs já quase esquecidas... agora é tentar reparar os danos dos vasos trincados e tornar a enchê-los de flores!!!

Simplesmente... Pekena Kel

1 de agosto de 2009

Ressurgindo das Cinzas

Estou ressurgindo das cinzas...

Redescobri o amor... o amor próprio!!!

Percebendo que ainda (e sempre) sou muito especial para aqueles que sempre foram especiais para mim.

Descobrindo que ainda posso amar alguém, me permitir sonhar... que ainda há a chance de encontrar minha metade, de poder imaginar que sem artifícios, sem manipulações posso encontrar alguém que goste de mim pelo que sou, pelo meu carater, garra, admiração...

Um dia me disseram que se eu me "reerguesse" sozinha chegaria ao topo do mundo...

Então posso dizer sem pretensão: ESTOU NUMA GRANDE ESCALADA!!!

Simplesmente Kel

Kel Antunes

28 de abril de 2009

Tem alguém ai?

Tem alguém ai?
Alguém ta me vendo?
Você veio me beber hoje?
Uma dosinha de mim?
Só me diz se tem alguém ai?
Só preciso saber se ainda me sente?
Ainda estou em você?

26 de abril de 2009

Na imensidão do vazio surge a voz do tédio

A dor passou, restou o gosto amargo do remédio
Sem rima, sem prosa, sem ima pros versos
Na imensidão do meu vazio surge a voz de tédio

Eu gritando por mim, no meu infinito empoeirado
Busco respostas e novas perguntas
Mas é como tentar achar num quadrilátero de água refletido numa calçada qualquer, cores ofuscadas de um arco-íris desbotado

Me acho nos desencontros da vida,
me busco em sorrisos, em pessoas
Mas me encontro perdida novamente,
é da minha natureza perder-me
Me apego em vícios evasivos,
vício de sentir dor

E depois que a dor passa,
resta o gosto amargo do remédio
Sem rima, sem prosa, sem ima pros versos
Na imensidão do meu vazio surge a voz de tédio


Simplesmente Kel
Pekena Kel

13 de abril de 2009

Só se ama assim uma vez

As vezes sinto minha ferida sangrando, mas te sinto aí em carne vivas também
Pego-me pensando, remoendo
E como um vulcão, surge queimando como lava quente
Roubando-me de mim
Entorpecendo-me os sentidos e a razão
Sugando-me como um vampiro
Torna-se quase incontrolável a vontade de qualquer contado, qualquer notícia tua
Sei que ainda vai doer, queimar, ressurgir por muito, muito tempo
Pois só se ama assim uma vez


As juras de amor foram tantas que talvez tenhamos nos dado em troca delas
E agora estamos presos na cela que nós mesmos criamos
Na cela sem grades, nem portas, só amarras criadas de nós que nunca desatamos

Cometemos o crime de amar desmedidamente
E você decidiu pagar sua penitência me punindo
Em busca de subterfúgios que nem sempre te bastam
E aí vem a tristeza, essa mesma que sinto constantemente

Hoje, ontem e sempre
Buscando vozes, cheiros e sorrisos que me lembrem você
Mas você já não está mais em todo lugar
Teu sorriso é desbotado e triste apesar de ser mais frequente

Mas um pensamento inquietante me cutuca a alma
Gritando teu nome e te fazendo ressurgir vez por outra
Perco meu chão, sinto raiva, ódio, saudade
Qualquer coisa menos indiferença

Erros imperdoáveis, injúrias malditas
Palavras ao vento, falsas promessas
A dúvida incessante do amor verdadeiro
Quem ama fere? Louco amor seu...
Quem ama trai? Louco amor meu...

Num instante ainda te amo, no outro te odeio mais
Qualquer coisa menos indiferença
Sei que ainda vai doer, queimar, ressurgir por muito, muito tempo
Pois só se ama assim uma vez

2 de abril de 2009

Nas profundezas do Absurdo


Meu deus!!!!!!!!!!!!!oque é isso??????????

Nas profundezas do absurdo, uma voz a de surgir entre as margens do rio Nilo.

Sem explicações, sem ênfase ou crases, que nos leva a desperceber a vida.

Acreditar no inacreditável papel.

Suplicar por trégua e respostas. Ou flutuar do chão denso.

À palcos e histórias que não dizem nada, quando se é espectador.

O não crer em referencias bibliográficas, o fim do novo.

O inicio do velho, vejo muitas mudanças.

Frios, calores e assombrosos dias felizes, nos levita para as profundezas nos fazendo pensar em sei lá o que.

Más enquanto existir ar e água, existirá vida na terra, e enquanto surgir seu cheiro pelo ar, e seu suor a rebelar; haverá um coração batendo entre os imortais.


Poesia significa o quê?

Pessoa obstinada eternamente, e infinitamente a amar?

Ou vem do adjetivo poeta, alento, inspiração, encanto, atrativo e entusiasmado criador.

Quando a lagrima do mar tocar tal pele. Me fará cortejos e exaltações, entendendo o que é secar de tanto ar.

E o mesmo mundo dos imortais, me aplaudiram com simples olhos de uma criança ao andar pela primeira vez.


Simplesmente "De"

17 de março de 2009

Por que escrevo???

As vezes me pergunto porque desse meu vício de transformar tudo em linhas, tanta aliteração, sinestesias, cesuras, metáforas...
Tão fácil lidar com as palavras e tão difícil vivê-las...
Como descrever em meias palavras o que não consigo compreender num todo?
Por que tantos poemas alexandrinos se é numa frase piega que me vem o sorriso?
Por que falar tanto de amor? Porque falar de amor me acalma a alma?
Por que frasear se eu podia simplificar? Se é na simplicidade que se faz o diferente...
Porque poetizar a dor ou patetar o amor? Porque a dor enobrece os fortes e sucumbi os tolos?
Por que as crises abstêmicas de palavras e os surtos poéticos de uma pseudo-escritora?
Por que os tragos parecem fertilizar minha criatividade?

Escrevo minhas crônicas sem a pretensão de que alguém as leia, ou menos ainda que alguém compreenda ou se identifique.
Escrevo pero puro prazer de escrever ou poder roteirizar a história da minha própria vida, onde sou a protagonista de uma autobiografia, com uma pitada de ficção.
Escrevo para fazer das minha mentiras, minhas meias verdade...
Escrevo para registrar, fantasiar, pra aliviar...

Não quero ser Nelson Rodrigues mas quero dramatizar...
Não quero ser Drumont mas quero poetizar...
Não quero ser Chico mas quero musicar...
Não quero ser Maysa mas quero melancolizar...
Não quero ser Camões mas quero falar de amor...
Não quero a métrica nem a rima, quero apenas escrever...

Kel Antunes - Simplesmente Kel

5 de março de 2009

Ilustre desconhecida


Eu... uma ilustre desconhecida

Lavo minha lavadora
Aspiro meu aspirador
Seco minha secadora

Analiso meu analista
Calo meu silêncio
Idealizo os idealistas

Choro minhas dores
Ando desandada...
Amando meus amores

Eu... uma ilustre desconhecida
Moderna medieval
Bruxa cética
Racional passional

Odeio meu ódio
Mansa feroz
Prometo não prometer
Anjo atroz

Dormu na hora de acordar
Complico meu complicado
Esqueço de lembrar
Reviro o revirado

Minha louca sanidade
Tenho pena das minhas "dós"
Sonâmbulo insone
Desatino meus nós

Eu superficialmente profunda
Simplesmente incomum
Eu que trai os traidores
Venci os vencedores

Eu... uma ilustre desconhecida

Simplesmente Kel
ou
Totalmente Kel

4 de março de 2009

Alguém especial

Hoje eu me sentia triste, emergiram aqueles ressentimentos séquitos, mas aquelas coisas que parecem coincidência mudou isso.


Ele sempre me liga quando eu mais preciso dar um passinho pra atrás do precipício.
Um dia desses ele me disse que sentia-se chateado por não me dar tudo que preciso, mas ele engana-se, porque ele me dá tudo que preciso... amor incondicional, ele sabe de todos os meus piores podres e mesmo assim me ama, me dá colo pra chorar dores de outros amores, me dá ombro pras dores da vida, me dá boa companhia, me dá um abraço que me faz acalmar, me dá uma ligação no meio da tarde que faz cessar a angustia, me dá bronca se preciso, me consola da saudade, me puxa pra terra quando eu to voando longe demais...
Me dá carinho naqueles dias que eu só preciso esperar passar, me dá canções, momentos puros entre eu, ele e o “Chico”, me arranca sorrisos...
Divide comigo seus melhores amigos, me trás paixões quando eu já nem achava mais possível, me resgata à vida...
Divide comigo suas fases com a certeza de que eu vou compreendê-lo, sem julgá-lo, porque ele nunca me julgou...
Ele sempre esteve ali, pra me ver fazer cagadas que o envergonharia, mas não deixaria de me amar. Estava ali pra dormir de conchinha nos momentos de carência, nos perrengues, nos porres, nas brisas, pra empurrar o carro (rs)... sempre esteve ali quando nossa música por acaso tocou e a cantarolamos juntos.

As vezes me deixa brava por quase um minuto , depois me faz ama-lo mais...
E me dá a certeza sempre e mais um dia que o chinelo vai sempre estar ali... porque ele sempre volta!!!

A música??? A nossa:

"Quando a gente conversa, contando casos besteiras
Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos
E eu não sei em que hora dizer me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder sem enganos

E até o tempo passa arrastado, só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
Nessa novela eu não quero ser teu amigo*
É que eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder sem enganos


Eu já não sei se eu to misturando
Ah... eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu, qualquer bandeira
Fechando a brindo a geladeira a noite inteira
É que eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder sem enganos"


(Cazuza)

* Vc não é só um amigo, é alguém muito especial!!!

3 de março de 2009

Simplesmente Perfeito

Um dia desses brisando com uma amiga, ela me perguntou como seria o companheiro perfeito. Eu como uma moderna medieval, romântica patológica, poeta idealista, incorrigível sonhadora, porém inquieta aventureira e apreciadora demasiada em sexo, respondi:

Ele teria um sorriso sincero, porém cafajeste, um olhar enigmático que me despertasse a curiosidade, seria musicista preferencialmente que tocaria algum instrumento, sua voz seria entonada, que destilasse em meus ouvidos um veneno embriagante, seria um bom amante desses que aprecia cada pedacinho do corpo de uma mulher, me tocaria de leve mas me possuísse ferozmente, seria um bom observador, que me de despisse com os olhos, teria braços firmes que me envolvessem como se eu fosse sua, ele cantaria pra mim, seria romântico, desses a moda antiga que deixa um recado piega no orkut ou envia flores virtuais (rs), seu beijo seria lento porém me arrepiaria rápido, teria muitas histórias interessantes para me contar, seria um amante da natureza, gostaria de criança, desses que regridem aos 9 anos de idade, repararia na Lua, diria que sou “linda”, não “gostosa” e que me convencesse que sou linda, gostaria de futebol independente do time, ligaria num meio de tarde de trabalho pra dizer que está excitado, me daria um beijo carinhoso sempre que fosse embora, mesmo se eu estivesse dormindo, andarias de mãos dadas mesmo que em silêncio, me tocaria sempre, aquele toque bobo do tipo dar um tapinha na bunda quando passa por mim, ou um passar de mão em meus cabelos, me beijaria a nuca, teríamos o que conversar por horas, seria leal... desses que me contaria seus deslizes, viveríamos juntos muitas aventuras... dessas de se trancar no banheiro de um restaurante ou fazer um manege à tróia com alguma amiga, teria uma barba macia, que me roçasse o rosto, seria protetor e estaria ao meu lado em momentos difíceis, não seria “bonzinho” nem cafajeste, seria um convicto apaixonado por mim, e se caso um dia não fosse mais, não seria um covarde medíocre de não me dizer e ai seríamos amigos eternos.


Kel Antunes - Simplesmente Kel

02/03/2009 – 2:52 hs
Depois da quebra de um jejum infértil de palavras de quase 2 semanas.